Physical Therapy - Ostheopaty - Global Postural Reeducation

Physical Therapy, Ostheopaty, Global Postural Reeducation

novembro 28, 2012

O meu ensaio sobre o Envelhecimento

(dirigido a todos nós que somos filhos e netos e que um dia esperamos chegar à terceira idade)

Como acontece com quase tudo na vida, quanto mais contacto com determinada realidade temos mais aprendemos a admira-la.
Deixo antes de mais aqui uma nota, esta é a minha visão sobre a terceira idade aos 30 anos.
Custa-me um pouco ouvir a expressão, empregue de uma forma depreciativa, "está a ficar velho", com o sinónimo de "cada vez tem mais mau feitio".
A idade não é de forma alguma causa de mau feitio. Os velhinhos chatos já o eram enquanto adultos.
Mais, há por aí muitos adultos que são bem velhos, e muitos meninos para cima dos 80 que são verdadeiros jovens, com uma vontade de viver, aproveitar a vida e aprender. Tenho tido o privilegio de trabalhar com pessoas que começaram a iniciar-se na informática aos 70/80 anos, que navegam na Internet e se procuraram adaptar às novas tecnologias com uma motivação admirável.
Agora não se espere que alguém que toda a vida se conformou com pouco, que sempre teve uma personalidade definida como "difícil", agora se torne um velhinho amoroso. Cuidemos da nossa maturidade desde já!
Na minha opinião o grande problema é que o nosso cognitivo, a nossa forma de raciocinar e encarar a vida não varia muito, mas o nosso corpo, o invólucro que nos permite relacionar com o mundo vai-se desgastando. E quando nos apercebemos estamos dentro dum corpo que não responde ao que o nosso controle gostaria. Começam a surgir problemas de saúde e temos de encarar diariamente a verdade que o tempo não volta para trás. Adaptarmo-nos a uma nova realidade, a um certo tipo de dependência é uma mudança enorme na nossa vida. Mudar, em todas as fases da vida exige um gasto de energia tão grande... quanto mais agora. A "ajudar" à aceitação de um corpo um tanto ou quanto deteriorado, temos  os "pirralhos" a querer determinar o nosso destino, os filhos passam a mandar (com a melhor das intenções), a deixar de nos consultar em assuntos da nossa vida, os estranhos falam connosco como se fossemos bebés... e no meio disto ainda esperam que estejamos sempre bem humorados, não sejamos por vezes chatos... E aqui aparecem as depressões, e por vezes mesmo, segundo alguns estudos, alterações cognitivas, porque de uma forma consciente já não somos capazes de "lidar com".
Se pensarmos na nossa vida como um percurso crescente de amadurecimento, os idosos são, mesmo os mais chatinhos, pessoas dotadas de um saber inigualável, com quem temos tanto a aprender. São verdadeiros livros de história viva. Com a globalização e as alterações do conceito de família, os idosos foram perdendo o seu papel central na estrutura familiar, deixando de funcionar como consultores para os mais jovens. Contudo esta estrutura funciona ainda em algumas culturas. Quem será mais sensato?

Aqui fica o meu agradecimento a todos os jovens idosos com quem tenho tido o prazer de trabalhar e aprender.

novembro 17, 2012

Cirurgias à Coluna que não correram bem

Na ausência de sugestões as pessoas que por mim passam são sem dúvida a inspiração para os posts. Hoje gostaria de vos falar sobre as cirurgias que não correram bem.
No outro dia ouvia um colega a dizer, na promoção do seu espaço, que só 10% dos pacientes com patologia de coluna têm indicação cirúrgica. Claro que esta percentagem terá as suas variações em função das opiniões. Por vezes as hérnias discais são tão volumosas que bloqueiam a acção nervosa , podendo mesmo chegar a bloquear o controle dos esfíncteres (no caso de hérnias discais da zona  lombo-sacra).
Nesses casos existe uma emergência cirúrgica e não há nada a fazer.
Contudo, quando vamos para uma cirurgia temos de estar conscientes dos riscos que esta envolve.
A cirurgia tem riscos que se prendem com a anestesia, com uma possível infecção, entre outros. A cirurgia não é uma garantia de que ficará a 100%, sem queixas algumas. Em alguns casos é inclucisvé necessário esperar para que o nervo que teve determinado tempo comprimido, recupere as suas funções,    completas ou parciais.
É importante que se perceba isto, que se pense com consciência antes de avançar para uma abordagem cirúrgica, para evitar processos de revolta quando as coisas não correm como o doente esperava.
O procedimento pode ser executado na perfeição e os resultados não serem excelentes.
Aos médicos dou apenas o seguinte conselho: expliquem bem os riscos dos procedimentos e não abandonem os doentes se as coisas não correrem bem. Tenho tido muitos doentes revoltados com o pós-cirúrgico.
As terapias (fisioterapia, osteopatia, acupunctura,...) nos casos de insucesso são quase sempre a única opção do doente. Na maioria dos casos podemos ajudar a melhorar o problema.

novembro 08, 2012

Actividade física em casa

Normalmente a prevenção de uma recidiva passa por iniciar/reiniciar uma actividade física. Se para algumas pessoas esta questão não constitui problema algo, porque estão habituadas a praticar exercício, para outras esta parece ser uma missão impossível. A falta de tempo, de vontade, de disciplina e de envolvência são muitas vezes os grandes impedimentos.

Pela minha experiência tenho vindo a perceber que o melhor é começar com pequenos objectivos. Afinal, o que mais custa é começar. Nesta altura do ano, em que o frio convida a ficar em casa, porque não começar com uma rotina de exercícios no conforto do seu lar? Aproveite de manhã, levante-se 20 minutos mais cedo e tire o pó da bicicleta que tem na sua arrecadação, procure vídeos no youtube, crie o seu próprio esquema (se não é um iniciado) ou faça os exercícios que o seu fisioterapeuta lhe aconselhou. Pode aproveitar ainda o final do dia, quando tudo acalma, antes de jantar. 
O importante para manter a continuidade da pratica é simplificar a logística e encontrar uma rotina. Se fizer quando lhe apetece, ou quanto todos as outras tarefas tiverem concluídas, nunca irá começar.

Com criatividade conseguirá tornar a sua casa num grande ginásio. Compre uma bola suíça, um colchão e alguns elásticos e verá.

Nota: este post não tem qualquer objectivo de desincentivar a prática de exercício físico no exterior ou num ginásio. Destina-se a uma franja da população que por alguma razão não o pode fazer.


novembro 02, 2012

Dor ciática

A dor ciática é uma das mais temidas dores e uma das causas que mais motiva a marcação de tratamentos, pelo seu efeito devastador no dia-a-dia de quem dela sofre.

A dor ciática é uma dor do nervo ciático, um nervo muito importante que se forma a partir dos nervos que saem das últimas vértebras lombares e do sacro e que inerva a maioria das estruturas do membro inferior. Alguns autores diferenciam dor ciática de ciatalgia, dizendo que a causa da ciatálgia é muscular ou cápsulo-ligamentária, enquanto que a ciática tem uma origem discal.

Outros autores consideram dor ciática e ciatalgia sinónimos, e que a causa da dor pode ser discal (50% dos casos), ligamentar (10%), muscular (20%), articular (5%) ou referida visceral (15%).

Os sintomas clássicos da dor ciática são dor irradiada pelo membro inferior, ao longo do trajecto do nervo ciático aquando da elevação da perna com o joelho em extensão, rigidez da coluna lombar e inclinação do tronco para um dos lados (posição antiálgica). Normalmente a posição de sentado é a mais dolorosa porque nesta posição a pressão interdiscal é 50% superior à da posição de pé.

É comum encontrar referências a uma falsa ciática, ou síndrome do piramidal. O piramidal é um músculo que tem origem no sacro e inserção no grande trocanter (fémur). É fundamentalmente um rotador externo do fémur. O nervo ciático passa na maioria dos casos por baixo do músculo piramidal e em algumas pessoas mesmo entre as fibras do músculo. Uma contratura deste músculo provoca a compressão do nervo, dando uma sintomatologia parecida à de uma "verdadeira" ciática.

Pessoalmente considero a dor ciática um grande desafio de diagnóstico e de técnica manual e um problema em que a osteopatia pode fazer toda a diferença na vida das pessoas.

outubro 30, 2012

Rectificações cervicais, dorsais e lombares

Continuando a decompor alguns conceitos que surgem frequentemente em diagnósticos e relatórios de exames hoje deixo aqui um breve post sobre as rectificações. 
Quando a curvatura de determinado segmento da coluna desapareceu, tornando essa parte da coluna direita, fala-se em rectificação dessa curvatura. Podem ocorrer rectificações apenas entre 2 vértebras ou de um conjunto maior. Muitas vezes são subvalorizadas porque é de senso comum que o ideal é ter a coluna "direitinha". Ora esta ideia não poderia estar mais errada. 
Pela minha experiência, e na opinião de muitos professores que por mim passaram, as rectificações são mais sintomáticas e difíceis de tratar que as hiperlordoses/hipercifoses. Estas rectificações criam tensões na dura-máter, uma das meninges que reveste o nosso cérebro e medula espinal. Costumo comparar a um carro/bicicleta sem amortecedores.
Na coluna cervical é muito frequente encontrar rectificações em pessoas que sofreram graves acidentes de automóvel, quedas de cabeça (por exemplo em piscinas), cirurgias anteriores (ex. tiróide), amigdalites e faringites frequentes. 
O tratamento das rectificações não vai ter como objectivo alterar de uma forma macro a estrutura mas sim diminuir as tensões geradas, relaxar a musculatura que fixa as rectificações, alongar as fáscias encurtadas, e se existirem problemas articulares restaurar a mobilidade. Por vezes estas rectificações podem estar, a nível dorsal, relacionadas com problemas viscerais.
O objectivo último será sempre retirar a palavra "dor" dos seus dias.

outubro 23, 2012

Seguros de Saúde e outros sistemas de saúde

Este post é sobre um assunto que surge frequentemente nos mails que me escrevem.
Nos locais onde faço tratamentos não tenho acordos com seguro de saúde algum. O que acontece é que a maioria das seguradoras e subsistemas de saúde comparticipam parte do valor da fisioterapia à posteriori, enviando todos os documentos pedidos. O montante da comparticipação é variável e o plafon anual também.

Concretizando, seguros de saúde como a Medis e a Multicare comparticipam com 30 a 60% do valor do tratamento sendo necessário entregar todos os documentos requeridos (recibos, prescrição médica...). Atenção aos plafons anuais! Normalmente variam entre os 250 e os 500€.
A A.D.S.E. pede os recibos, uma discriminação que o fisioterapeuta realizará onde consta o número da sua cédula profissional e os tratamentos realizados, assim como os valores cobrados e uma prescrição médica com:
Tipo de tratamentos
- Número de tratamentos ou
-Tempo previsto para os tratamentos e frequência dos mesmos.

A comparticipação será efectuada a partir  dos valores que constam na tabela de Medicina Física e de Reabilitação da A.D.S.E., sendo que pela minha experiência nunca vai muito além de 15€ por sessão.
Os S.A.M.S. funcionam com tabelas semelhantes às da A.D.S.E..

Muito importante, se vai realizar fisioterapia num local que não tem acordos, ligue para o seu seguro e tome nota de todas as informações, assim não terá surpresas desagradáveis no final.

Normalmente esta informação só chega às pessoas depois da consulta médica e a prescrição terá de voltar a ser escrita, segundo as exigências. Se tiver fácil acesso ao médico o processo será simples, se não, o melhor é levar logo as informações para a consulta.

O sistema está montado para que seja muito mais simples realizar tratamentos em locais com acordos, mas cada qual tem direito a escolher onde e por quem quer ser tratado, e a ser "ajudado" pelo seu seguro, se a fisioterapia estiver contemplada no seu tipo de seguro.

Informe-se e com um pouco de persistência será recompensado.

outubro 19, 2012

As rainhas hérnias discais

As hérnias discais é um tema sobre o qual tanto se escreve que nunca tinha pensado em divagar sobre. Não vou escrever sobre o que todos já sabem, mas sobre o que talvez só alguns saibam.
Rainhas e senhoras da patologia da coluna, pelos estragos que provocam, por todos são temidas porque a tendência é por brainstorming chegar logo à palavra cirurgia.
É verdade, muitas delas podem ter mesmo indicação cirúrgica, mas muito não têm. Mais, muitas pessoas têm protusões ou hérnias discais e não sabem, até que um dia fazem uma TAC ou uma RNM e lá vem escrito no relatório. Há até hérnias que desaparecem! 
Hoje em dia, na maioria dos casos há muito a fazer antes de chegar ao bisturi, e mesmo as intervenções cirúrgicas são cada vez menos invasivas.
Cuidado com as laminectomias, um tipo de procedimento cada vez mais em desuso, em que uma parte da vértebra, uma das duas lâminas é removida para descomprimir. O que acontece é que o processo fibrótico que se gera depois pode fazer com a compressão e por consequência a dor se mantenham.
Tem uma hérnia discal? Evite cronificar a ideia de que vai ter dores para o resto da vida ou que já não pode fugir à sala de operações.

outubro 18, 2012

Cicatriz

Uma cicatriz é inevitavelmente um ponto fulcral em qualquer tratamento. Às vezes dizem-me "Isto já tem muito tempo!". Pois é, mas o tempo é inimigo dos terapeutas, porque o tempo, num problema não tratado gera cadeias de adaptação à restrição. Após qualquer cirurgia, "ferida" ou queimadura gera-se um processo cicatricial. Desenvolvem-se aderências que criam retracções importantes. A fáscia não tem a mobilidade que tinha e tem de ser trabalhada ou a cicatriz poderá ser a causa de problemas mais ou menos distantes desta.
Os mais sépticos não precisam de ler esta parte, porque a anterior é suficiente para convencer, mas a fáscia responde ainda à "mente". Imaginemos alguém que sofreu uma queimadura num acidente de carro em que alguém ficou gravemente ferido ou a cicatriz de uma cirurgia para remoção de um tumor. Nestes dois exemplos o trauma psicológico, associado ao físico, potencia a retracção da fáscia e enquanto os dois não forem resolvidos é complicado que a retracção desapareça.
Trate as suas cicatrizes e sare a suas "feridas" físicas.

outubro 17, 2012

We are the doctor of our body

Uma das grandes dificuldades com que me deparo na minha prática profissional é "convencer" as pessoas a não realizar mais do que um tratamento por semana. Nas formações que tenho realizado, nomeadamente a RPG e a Osteopatia, existe consenso geral de que o corpo não deve ser trabalhado diariamente, mas que deve ser dado tempo para que este integre as alterações que o tratamento provocou. Um dos lemas da Osteopatia é "find it, fix it and leave it alone". Se o corpo humana não tivesse a capacidade de se auto-curar a espécie humana já não existiria. Pensemos por uns instantes na quantidade de vírus e bactérias com que somos bombardeados diariamente.
Não falo obviamente de uma reeducação motora ou de um trabalho para aumentar a força muscular. Contudo, mesmo num treino de fortalecimento muscular, em população saudável, num ginásio, nenhuma teoria vai de encontro a que se realize um dado exercício de musculação dias seguidos. A própria curva de sobre compensação refere que após um esforço o corpo diminui o seu "estado de forma"numa primeira fase, entra em fadiga, e depois com descanso reforça-se, superando o "estado de forma" inicial, preparando-se para uma nova "agressão" - um novo treino.
Assim sendo temos de acreditar no nosso corpo, na sua capacidade de recuperação e no terapeuta, claro, e na sua capacidade de corrigir o que tem de ser corrigido.
Nelson Mandela dizia "I'm de captain of my should", eu digo, we are the doctor of our body.

Dia Internacional da Coluna

Foi com muito pena que tardiamente soube que ontem, dia 16 de Outubro, se comemorava o dia Internacional da Coluna!
Devido à importância que tem no nosso corpo e na nossa saúde/doença, não podia deixar, mesmo no dia seguinte, de assinalar dia. No próximo ano estarei mais atenta :-)

outubro 11, 2012

Devemos deixar de fazer as actividades que nos fazem sentir bem?

Esta é uma pergunta que me faço a mim mesma há muito tempo, será razoável pedir a uma pessoa, em especial a pessoas jovens, que deixem de fazer as actividades que gostam porque num determinado período da vida tiveram uma lesão /patologia?

Uma vez tratei uma menina que praticava ballet e dança contemporânea e que tinha uma escoliose. Foi aconselhada a deixar a dança por um dos profissionais pela qual passou. Será que a dança tem potencial para agravar a escoliose?
É importante reflectir bem sobre os conselhos que se dão aos doentes, porque algumas restrições podem mudar por completo as suas vidas, para pior..

O pai da Osteopatia Visceral, Jean-Pierre Barral coloca esta mesma questão e eu partilho convosco:
"I believe that all problems come about from the compensation of the body to chronic stresses. Treatment should be aimed at relieving those stresses and less concerned with the effects of recent trauma. For example, I live in an area surrounded by the Alps, yet I see more instances of acute low back pain resulting from bending to pick up small objects than from skiing dangerously. Is it really reasonable to keep a patient from doing a physical activity that helps them feel good?"

outubro 10, 2012

Cifose, Lordose e Escoliose

Aqui fica um post que pretende ser uma espécie de glossário, para desmistificar conceitos.
Algumas pessoas ficam muito aflitas porque o relatório do seu exame diz que têm uma cifose/lordose. Ainda bem as têm e estes termos não são patológicos. 

A nossa coluna vertebral divide-se em 5 regiões: 
- coluna cervical (pescoço), constituida por 7 vértebral. Por vezes vêm descritas como C1, C2...C7. O C significa cervical e o número corresponde ao número da vértebra em questão;
- coluna dorsal ou torácica, corresponde às 12 vertebras abaixo, com ligação às costelas (abreviadas para D1, D2...D12 ou T1, T2...T12);
- coluna lombar, composta por 5 vértebras;
- o sacro, um osso único, de forma triangular, formado pela fusão de 5 vértebras;
- o cóccix, a parte final, constituido pela fusão de 3 a 4 vértebras.
Cada regiões apresenta características estruturais que as diferencia das restantes. No limite de cada região fala-se em charneiras (charneira cervico-dorsal, dorso-lombar, lombo-sacra, sacro-coccígea).

A coluna cervical e a lombar fisiologicamente apresentam uma curvatura que se denomina lordose, isto é, a sua concavidade está virada para trás, é posterior. A coluna dorsal apresenta uma curvatura que se denomina cifose, convexidade para trás. Se estas curvaturas são muito acentuadas e excedem os valores normais fala-se em hipercifose ou hiperlordose. A diminuição destas curvas é normalmente referida como uma rectificação. A osteopatia considera que as rectificações são mais sintomáticas que o aumento das curvaturas.

A Escoliose denomina uma alteração na coluna, num plano tridimensional. Simplificando, quando se observa uma pessoa com uma escoliose acentuada, de costas, a sua coluna não é recta, desenhando normalmente um S. Mais tarde voltarei ao tema das escoliose para não alongar demasiado este post.

setembro 28, 2012

Um em cada quatro portugueses já sofreu de depressão


"A propósito do Dia Europeu da Depressão (...) a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) revela que 24% dos portugueses admitem já ter sofrido de depressão - destes, 83% fizeram tratamento. A maioria (65%) conhece uma pessoa próxima que sofreu da doença.
Mais de metade (59%) dos portugueses inquiridos reconhece que a depressão é uma doença - o que para os especialistas é um sinal de que o estigma em torno deste problema tem diminuído -, que requer tratamento clínico e medicamentoso.
No entanto, ainda existem muitas reservas em relação aos antidepressivos, uma vez que a população considera que não são medicamentos “inocentes”. Na opinião dos portugueses, a melhor opção para tratamento da depressão é o acompanhamento psicológico e a psicoterapia (35%) e os medicamentos antidepressivos (34%), estes últimos conhecidos por 91% da população, mas ainda vistos de uma forma muito negativa.
“Quando inquiridos sobre as características dos anti-depressivos, os portugueses concordam que são medicamentos que alteram a pessoa, provocam dependência e dão sono”, embora reconheçam que são o tratamento mais eficaz.
Estes mesmos inquiridos revelam que se tivessem de tomar medicamentos antidepressivos, preferiam os que não interferissem na capacidade de trabalho (83%), os mais eficazes (69%), os que não alterassem a função sexual (41%) e que não engordassem (37%).
Ainda no capítulo do tratamento, cerca de 10% destaca a importância do apoio familiar, o convívio, hábitos de vida saudáveis e a prática de exercício físico."



Tiremos o mais importante desta notícias. O que podemos fazer para evitar a depressão em tempo de crise e com o início deste Outono cinzento?

Treino funcional na Escalada

Costumo aconselhar às pessoas que terminam os tratamentos um tipo de actividade física mais funcional. O treino funcional é um treino mais adaptado às reais necessidades do nosso corpo, atende ao tipo de movimento que desenvolvemos no dia a dia ou ao desporto que praticamos. Hoje partilho um vídeo de exercícios funcionais adaptado aos escalares. Este trabalho tem como objectivo não apenas melhorar a condição física mas também prevenir o aparecimento de lesões.
Nos dias de hoje a prevenção de lesões exige de nós fisioterapeutas e dos preparadores físicos uma abordagem mais global, em equipa. Os fisioterapeutas que trabalham no desporto têm de trabalhar a propriocepção nos atletas com mais exigência. Atábua de balanço não chega!! Temos de acabar com a típica frase que se utiliza quando um atleta está a treinar a baixa intensidade "parece que estás na fisioterapia!!".
Espero que gostem.

setembro 27, 2012

Encaminhamento para o exercício

A propósito do artigo anterior e da questão da falta de preparação para prescrever actividade física ou encaminhar para a actividade física, gostaria de deixar a minha opinião. 
Quando começo a tratar uma pessoa (sim pessoa, para deixar de lado os insatisfatórios termos de doente, paciente, cliente ou utente), tenho sempre como objectivo melhorar as suas queixas/sintomas e no final encaminha-la para o exercício. 
A saúde passa quase sempre por uma mudança de hábitos, pelas escolhas que vamos fazendo em relação ao que comemos, ao que bebemos, à actividade física que praticamos, aos prazeres saudáveis que nos permitimos ter, aos níveis de stress...
Um osteopata/fisioterapeuta pode retirar as queixas, mas elas mais tarde ou mais cedo voltarão, se não cortarmos o ciclo vicioso.
Todos podemos praticar actividade física? Sim, todos podemos. Existem actividades adequadas a todas as pessoas, com as suas devidas limitações e gostos.
Quando trabalhava mais directamente com atletas propunha sempre exercícios alternativos aos lesionados para não suspenderem completamente a actividade. Começar do princípio é sempre o mais difícil. É como caminhar. Gastamos energia para iniciar o movimento mas depois os gastos são mais reduzidos porque o desequilíbrio nos impulsiona para a frente.
Precisa de conselhos sobre a actividade física mais apropriada para si?


setembro 26, 2012

Metade dos portugueses não pratica actividades físicas

"Em Portugal, mais de metade da população (51%) com mais de 15 anos não cumpre os critérios mínimos de actividade física recomendados pelos especialistas, segundo a revista científica The Lancet.


Os resultados confirmam, ainda, que o sexo feminino é o mais sedentário. Os motivos para a inactividade estão associados à capacidade psicológica da mulher para iniciar a prática de exercício ou à sua capacidade física, no caso de sofrer de algum problema ou patologia que a impeça de realizar certos de movimentos ou exercícios.
Os especialistas deparam-se, cada vez mais, com situações de aconselhamento e prescrição de exercício físico a pessoas com condições clínicas associados, onde os riscos e preocupações são maiores. 
De forma a esclarecer essas dúvidas, a sexta edição do Congresso PRACTICE tem como tema «Avaliação na Terapia com o Exercício». A ter lugar nos dias 27 a 28 de Outubro, no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona em Lisboa, um dos objectivos primários passa por evidenciar os métodos disponíveis para avaliar a motivação psicológica do indivíduo para iniciar a prática do exercício físico e a pessoa está em condições para realizar todo e qualquer tipo de exercício.

«Os especialistas têm vindo a defender, cada vez mais, a prescrição de exercício físico por parte dos médicos, de forma a prevenir ou melhorar várias patologias. No nosso país, ainda não é muito recorrente a recomendação do Médico de Família na prática de exercício físico. No entanto, quando isso acontece, geralmente o profissional não possui um conhecimento especializado nesta temática, pelo que não sabe aconselhar quais os exercícios e actividades mais benéficas para cada tipo de paciente. O nosso objectivo, este ano, é promover e informar todos os profissionais de saúde relativamente aos vários métodos existentes para uma avaliação clínica contextualizada para a prática de exercício físico em doentes crónicos», explica Jorge Ruivo, médico de Medicina Desportiva.
Os portugueses sofrem, cada vez mais, de várias patologias relacionadas com o sedentarismo: 49,5% dos adultos têm excesso de peso ou obesidade, dois milhões são hipertensos e, aproximadamente, um milhão são diabéticos. Estas situações afectam a toda a sociedade, através da diminuição da qualidade de vida e do incrementar da despesa com a Saúde. No sentido de a combater, a prática ajustada de actividade física e o exercício físico são altamente recomendados por instituições credenciadas, como a Organização Mundial de Saúde (OMS)."

setembro 21, 2012

Coluna Vertebral - Peça Chave /Spine - The master piece

Sobre a coluna vertebral muito se escreve, dela muito se sofre e a mim muito me apaixona. O que me atraia tanto? A sua complexidade e o seu papel fundamental na nossa estrutura.
A quantidade de articulações de que dispõe, os milhares de pequenos músculos que lhe dão vida, a relação com todo o sistema visceral e a protecção que dá ao sistema nervoso, são tema de estudo de uma vida.
Quando se percebe isto, um joelho não é mais um joelho e um ombro também não o pode ser. Todos dependem inevitavelmente da mestre e por ela temos de passar para fazer qualquer tipo de diagnóstico.
Para se tratar uma coluna esta tem de ser pensada como um todo porque os problemas que possam surgir em parte desta vão a curto/médio prazo trazer complicações noutros lugares.
Quantos de vós têm problemas na cervical e na lombar? A maioria. Estes dois segmentos tendem a ser mais móveis e a compensar-se. A dorsal, mais rígida pela sua articulação com as costelas, protege orgãos vitais, o coração e os pulmões, raramente dá dores ou desenvolve hérnias, mas a ela se devem grande partes dos problemas que surgem abaixo e acima.

Se sofre de "dores de costas" marque uma consulta de diagnóstico e perceba o que deve começar a mudar na sua vida.

setembro 18, 2012

Paralisia Facial Periférica

Boa tarde caros leitores,
É verdade que não vou escrevendo com a regularidade necessária para que se justifique que por aqui passem uma vez por semana, mas o que acontece é que por vezes não sei que temas vos poderão interessar mais.

Hoje deixo uma breve nota sobre um problema mais comum do que possa parecer à primeira vista, a Paralisia Facial Periférica ou paralisia de Bell.
Quem nunca viu uma pessoa com diminuição da mímica facial em metade da cara? Não, na maioria dos casos a pessoa não sofre de um problema neurológico central. Trata-se de uma paralisia do nosso VI par craniano, o nervo facial. A etiologia é desconhecida embora existam algumas hipóteses para explicar a paralisia expontânea do nervo. Pode acontecer após uma infecção,  exposição a uma corrente fria (...), entre outros. Aparece pontualmente nas grávidas, no último trimestre.
A recuperação pode ser rápida e total ou demorar alguns meses. É normal que exista uma pequena alteração do gosto na primeira fase e que não consiga ingerir líquidos como antes.
Que cuidados deverá ter o doente?
O olho é provavelmente quem mais sobre. Como a pálpebra não fecha convenientemente, o processo de lubrificação e de defesa contra agressões exteriores está comprometido. É importante utilizar óculos de sol, descansar com alguma frequência e fechar o olho para dormir (por exemplo com um adesivo). Depois é importante ir estimulando com exercícios as expressões que realizamos no dia-a-dia, sem pensar: enrugar a testa, franzir o sobrolho, levantar as narinas, abrir e fechar os olhos, piscar os olhos, sorrir, beijar, assobiar, mastigar pastilha elástica, soprar... Haja imaginação.
A nossa face é no fundo o nosso cartão de visita, a nossa identidade, pelo que o período de recuperação pode acarretar alguma ansiedade e desconforto na relação com o outro. Coragem!!

Para além de todos os cuidados, aconselho vivamente os tratamentos de fisioterapia, onde a musculatura será estimulada com gelo e estiramentos seguido de contracções da musculatura em questão (técnicas de PNF facial).

agosto 31, 2012

O Fígado e a Osteopatia

A propósito de férias hoje vou falar sobre o fígado.. confusos?!?
O fígado é o maior orgão individual do homem adulto. Funciona como uma grande esponja repleta de sangue, sendo por isso muito interessante o trabalho osteopático que pode ser realizado. No feto, numa fase inicial, o fígado ocupa grande parte da cavidade abdominal.
Mas afinal para que serve o fígado?

Situado no hipocôndrio direito, acima da última costela direita, o fígado metaboliza a glucose e os lípidos, sintetiza as proteínas e as hormonas, participa na produção de ureia e na desintoxicação do corpo e tem ainda uma função de armazenamento. É um orgão vital do nosso corpo. Em situações de stress mantido o fígado é hipersolicitado para que o organismo consiga eliminar as substâncias produzidas.

Quando está em "sofrimento" pode dar dor referida no ombro direito, podendo confundir-se com uma tendinopatia, na região do próprio fígado ou mesmo na coluna dorsal média-baixa (entre as omoplatas). Normalmente estas queixas cruzam-se com alterações digestivas e uma palpação dolorosa.
Por vezes os doentes dizem que sempre tiveram as análises dos marcadores do fígado normais (Transaminases, Gamma-GT..). O que acontece é que a Osteopatia não pretende tratar patologias instaladas como cirroses hepáticas ou tumores, a Osteopatia intervém em disfunsões (nestes casos os valores das análises estão próximos do limite mas não o ultrapassam), melhora a vascularização do fígado e indirectamente a sua função. 
E porque falava de férias no início do post? Porque as férias em geral diminuem o stress e são uma excelente aguda ao tratamento dos fígados "nervosos" que por ai circulam.

julho 17, 2012

A importância da Ortodontia nas diferentes fases da vida


A má oclusão é um problema com que me deparo frequentemente. Nestes casos a abordagem da medicina dentária é fundamental. Aqui fica a resposta da Drª. Susana Gago (Médica Dentista) a duas questões muito interessantes. AllFisio agradece à Drª. Susana Gago a gentileza.

Hoje em dia já não são só os adolescentes que utilizam aparelho. A colocação de aparelhos em adultos não poderá criar transtornos na esfera craniana uma vez que as suturas têm uma menor capacidade de adaptação em idades mais avançadas?
A Ortodontia é a especialidade da Medicina Dentária que faz o estudo para a prevenção e tratamento dos problemas de crescimento, desenvolvimento e amadurecimento da face, dos arcos dentários e da mordida, ou seja, disfunções dento-faciais. Nos pacientes adultos como já têm as suturas consolidadas consiste apenas numa movimentação dentária para tratar o posicionamento irregular dos dentes ou seja a maloclusão. Quando é necessário alterar a relação/posicionamento dos osso da face (maxila/mandibula em relação à base craneana) temos que recorrer a um tratamento multidisciplinar com um cirurgião maxilofacial.

Num problema de oclusão em alguém com mais de 30 anos aconselha a Ortodontia?Claro que sim,  pois os dentes tortos ou que não têm uma oclusão estável são difíceis de serem correctamente higienizados o que pode levar à perda prematura dessas peças dentárias, devido à deterioração e à doença periodontal. O mau posicionamento também causa stress adicional aos músculos da mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. 

julho 12, 2012

Osteopatia

AllFisio está a crescer.

Procurando servi-lo melhor, AllFisio disponibiliza agora consultas de Osteopatia. Este é um grande passo para este projeto e para a melhoria da sua qualidade de vida.

A Osteopatia é uma abordagem de diagnóstico muito completa e apaixonante, que de alternativa pouco tem uma vez que se baseia num conhecimento profundo da anatomia, fisiologia e biomecânica do corpo. Procura restabelecer a mobilidade, intervindo em disfunsões estruturais, crânio-sacras e viscerais.

Aqui fica uma lista incompleta de um conjunto de patologias e sintomas onde a Osteopatia tem uma palavra a dizer:

- Patologia da coluna (hérnias e protusões discias, whiplash, lombalgias/dorsalgias/cervicalgias, Cercivobraquialgias, ciatálgias, escolioses)

- Disfunsões viscerais (hérnia de hiato, problemas digestivos, obstipação, patologia pulmonar, transtornos circulatórios)

- Cefaleias, Enxaquecas, Vertigens, Tonturas

- Problemas de ATM (articulação temporo-mandibular - "articulação do maxilar")

- Dor de ombro (tendinopatias, tendinites e dores referidos viscerais)

- Entorses e outras lesões

- Sintomatologia que surge após um acidente, uma queda ou uma extracção dentária



Se depois deste post ainda lhe restam algumas dúvidas entre em contacto com AllFisio.

junho 18, 2012

Dor de ombro

É cada vez maior o número de pessoas que sofre deste tipo de sintomatologia, dor de ombro. Após uma consulta o diagnótico surge: periartrita do ombro, tendinite do supra-espinhoso, calcificação do supra-espinhoso, ruptura da coifa dos rotadores, entre outros.
Uma das principais causas para o aparecimento desta sintomatologia prende-se com a vida sedentária, o número de horas que passamos sentados ao computador, muitas vezes sem grandes cuidados ergonómicos.
Contudo esta é apenas a ponta do iceberg e se não aprofundamos um pouco mais a questão podemos ver o diagnóstico ser rotulado como crónico.
O ombro está em íntima relação com a patologia cervical, por onde passam os nervos que "comandam" o membro superior, assim como com problemas mecânicos que possam afectar o curso das artérias e veias que o nutrem, dando origens aos conhecidos síndromes dos desfiladeiros.
Para não tornar este post muito confuso, deixo uma última questão em aberto. Da mesma forma que o coração pode dar uma dor referida no membro superior esquerdo, também o estômago e o fígado podem dar dores nos ombros, porque partilham inervações com os músculos dos mesmos.
Será que a dor que não consegue tratar não terá uma origem visceral? Não poderá estar relacionada com a sua gastrite ou por exemplo com uma disfunsão no seu fígado?
A Osteopatia para dar-lhe a resposta.

abril 12, 2012

Cefaleias e Enxaquecas


Esta é uma área de intervenção que muito me atrai porque acredito que as dores de cabeça devem ser um pesadelo para quem com elas convive regularmente.
Afecta crianças e adultos, maioritariamente mulheres e diminuiu significativamente a Qualidade de Vida.
Existem cefaleias primárias e secundárias, isto é, causadas por alguma doença. As cefaleias primárias têm diagnóstico radiológico negativo e são de diferentes tipos, cefaleias por tensão, crónicas ou episódicas, enxaquecas com e sem "aura", cefaleias cervicias, entre muitas outras.
Aceda à Classificação Internacional das Cefaleias no site da Sociedade Portuguesa de Cefaleias(http://www.cefaleias-spc.com/images/stories/downloads/sinapses/Sinapse_Vol5_N1_Sup1_Mai05.pdf)

A Osteopatia pode diminuir a frequência e intensidade das cefaleia primárias?
Sim, pode. A Osteopatia realiza um diagnóstico diferencial e procura as disfunções de mobilidade que poderão, por exemplo, criar tensão na artéria vertebral (artéria que acompanha parte da coluna vertebral e penetra no crânio), ou diminuir o fluxo da veia jugular que drena 90% do sangue venoso do crânio. A Osteopatia vai avaliar ainda a postura e estabelecer relações se as existirem. Quanto ao tratamento, realço a abordagem craneal que, para além de muito eficaz, tem técnicas muito agradáveis e relaxantes.
Se sofre de cefaleias marque primeiro uma consulta médica para ser avaliado e realizar exames se necessário.

Gostava de tornar este blog mais interactivo. Conte-me a sua história de "migrañoso", como dizem os espanhois! Ou ainda, conte-me como melhorou com a Osteopatia!

Como a Reeducação Postural Global perspectiva os casos clínicos?

Um paciente pode ter o ombro direito mais elevado para não colocar muito peso sobre o tornozelo esquerdo que sofreu uma entorse. Uma cadeia de compensações provavelmente terá começado nos músculos gémeos, que aumentaram o seu tônus para proteger a articulação do tornozelo, o que, por sua vez, poderá ter aumentado o tônus dos músculos isquiotibiais e dos erectores da coluna, culminando com a elevação do ombro. Se este ombro se mantiver permanentemente naquela posição, é possível que o paciente desenvolva uma patologia/dor no ombro. Através da RPG o fisioterapeuta pode estabelecer esta conexão entre o sintoma (a patologia/dor no ombro) e a causa do problema (a retracção da cadeia muscular após a entorse do tornozelo).

O que é a postura?

O termo postura é, por vezes, algo destorcido no senso comum. Confunde-se postura com “boa postura” ou com o posicionamento da coluna vertebral. A postura é mais do que a forma como voluntariamente posicionamos o nosso corpo quando sentados ou em pé. Na postura intervêm factores que o homem conscientemente não controla.
A postura é o modo como o corpo se equilibra e resulta do funcionamento do sistema nervoso e sistema músculo-esquelético. O sistema nervoso processa informação proveniente de três fontes que vão determinar a nossa postura. Essas fontes são os olhos, o aparelho vestibular (localizado no ouvido interno) e os músculos e articulações. Possuímos receptores a nível dos músculos, ligamentos e tendões que informam o nosso cérebro sobre o grau de tensão a que estão sujeitos.
Esta globalidade determinam que uma lesão numa articulação possa ter repercussões em todo o corpo.

março 27, 2012

Fisioterapia ao domicílio

Quando beneficio mais de fisioterapia ao domicilio do que numa Clínica/Gabinete?

Como fisioterapeuta considero que os tratamentos no domicílio se justificam em duas situações distintas:

- No caso de pessoas dependentes, idosas ou não, em que a logística para sair de casa é demasiado complicada e cansativa. Assim, o doente poderá beneficiar do conforto do seu lar, onde permanece todo o dia. Nestes casos, a fisioterapia tem a função no centro do planeamento. Procura-se dar funcionalidade dentro do seu ambiente do dia-a-dia.

- No caso de pessoas com actividades profissionais ou pessoais muito exigentes, que não podem perder tempo em deslocações e que possuem em casa espaço e algum material para utilizar nos tratamentos (ex: uma bicicleta, uma passadeira, uma bola de "pilates", um pequeno ginásio ou mesmo uma marquesa)

Se o seu tempo está contado ao segundo ou tem dificuldade nas deslocações, AllFisio tem a solução para si.

março 22, 2012

De sedentários a maratonistas

Começou a Primavera e a vontade de correr desperta até em quem raramente calça umas sapatilhas/ténis.
O sol, a proximidade com o Verão, o maior número de horas de dia e a vida a brotar por todo o lado convidam às actividades ao ar livre.
Desde há uns anos para cá, tenho constatado que a corrida começa a ser cada vcz mais um exercício apetecido na "2ª idade desportiva". Até aos 20 anos há quem verta algumas gotas de suor nas aulas de Educação Física, há aqueles que passam por 30 mil desportos e os que escolhem um e praticam-no com afinco. Depois disso inicia-se a vida profisional e o desporto passa normalmente pelo futebol com os amigos, os ginásios ou a corrida.
Hoje dirijo-me aos corredores, que com o tempo acabam por se "viciar", no bom sentido, e correm o país ou o mundo, competindo contra si nas mais variadas provas.
Gostaria de os encorajar mas também aconselhar a que o façam com moderação e responsabilidade. Toca a fazer um check-up anual e a procurar alguma informação sobre treino. Não se pode começar a correr e passado um mês já estar a fazer maratonas. Existem grupos de corredores, normalmente com um treinador onde se pode "beber" muita informação sobre treino. E depois existe sempre a internet, para o bem e para o mal, e os fóruns onde se podem colocar questões a especialistas.
Sobre a parte que me toma mais directamente, não se esqueçam dos alongamentos e de fazer um trabalho complementar de reforço muscular/estabilização para prevenir lesões! Um corpo que nunca fez exercício não está preparado para tantos quilómetros sem que a curto prazo se comece a ressentir. As lesões típicas dos corredores são lesões de sobrecarga, uma vez que é um desporto sem contacto e por isso , normalmente, com poucas lesões traumáticas.
São pequenos cuidados que poderão tornar esta prática mais responsável e ainda mais motivante.
Boa corrida!

março 15, 2012

Mamãs ou atletas de halterofilismo?

Este é um post em que já ando a matutar há algum tempo.

Mamãs ou atletas de halterofilismo? É que este processo de ser mamã acarreta mais esforço físico do que se possa pensar à primeira vista! Ora sigam lá o meu raciocínio. Primeiro a mulher carrega nove meses com o bebé e os anexos (placenta, líquido amniótico, o seu próprio peso a mais, entre outros). Depois chega o bebé e é ver as mamãs com os ovinhos, estafadas porque de ergonómico aquele objecto tem pouco. Se vazios até parecem muito leves, quando com o respectivo ocupante, a situação muda de figura. Existe ainda o problema das barreiras arquitectónicas. Nos anos 70 e 80, no auge da construção em Portugal, colocavam-se elevadores nos prédios mas só depois de um lindo lance de escadas, o que torna impossível a passagem a carrinhos de bebé e cadeiras de rodas.
Em casa as mamãs têm ainda de carregar com as banheiras cheias de água e com o próprio bebé. Tornam-se peritas em fazer as coisas mais incríveis só com uma mão.
Para além dos pesos pesados o seu corpo tem de recuperar a sua forma original e conviver com uma carga adicional na dorsal devido à posição de amamentação e de colinho.  Tudo isto associado a um cansaço residual, que advém das noites mal dormidas e da diminuição substancial de tempo para cuidar de si.
Se quer engravidar aconselho que antes invista na sua forma física.
Se é uma destas mamãs halterofilistas e se revê nesta narrativa, cuide de si e faça uns tratamentos para recuperar da sobrecarga.
Pequenos gestos como estes tornaram a sua gravidez e a relação com o seu bebé ainda mais maravilhosa.

março 10, 2012

Construa a sua felicidade em tempo de crise

Este é um blog pensado para a saúde, mas afinal o que é a saúde? Na minha opinião a saúde está e estará sempre ligado à felicidade. É, segundo as definições, um estado de completo bem estar físico e psicológico. Isso reserva-me o direito de escrever sobre tudo o que está directamente implicado na felicidade.
Segundo os médicos e a comunicação social, este ano têm morrido muitas mais pessoas que nos anos anteriores, o que me faz pensar. Deixando de lado os problemas respiratórios indirectamente associados à falta de chuva, não se poderá aqui falar duma somatização da crise? Não estaremos a desistir de ser felizes porque estamos em crise, não estaremos a deixar de lado também os pequenos prazeres da vida, muitos deles grátis, porque a crise nos turva a visão?
Procuremos encontrar a felicidade mesmo quando estamos sem trabalho, quando a amanhã parece difícil, quando à nossa volta vemos as empresas a fechar. Porque se não o fizermos estamos a pôr em causa a nossa saúde e ai o cenário será muito mais negro.
Um bom dia para todos :-)

janeiro 11, 2012

Saúde - palavra 2012

2011 foi o ano da Austeridade, porque não escolher como sua palavra para o ano 2012 SAÚDE?
Este é um ano que olhamos de lado, com receio, com poucas expetativas, quase com o sentimento de que o melhor é passar depressa. 
Que pena, a vida é tão preciosa e este ano trará com a crise e as dificuldades tantas coisas boas, tantos casamentos e nascimentos, tantos convívios com as pessoas que amamos, tantas surpresas, tantos sorrisos e pormenores deliciosos como esta luz de final de dia que dava vida às árvores agora sem folhas do Parque Eduardo Sétimo. 



Mas na Primavera elas voltarão a estar verdes porque a vida é feita de ciclos e é nos momentos de contensão que se descobrem as coisas importantes.
Cuidar da sua saúde pode ter um custo zero quando pratica actividade ao ar livre, quando cuida da sua alimentação, quando reserva um pequeno período do seu dia para si, diminuindo o stress do seu dia a dia, ou ter um custo monetário, sendo um investimento altamente rentável a longo prazo. O que vos quero dizer hoje? Muitas vezes temos uma dificuldade grande em cuidar de nós. Falta tempo e dinheiro.
Este é um ano para reflectir sobre prioridades. Porque não colocar no topo a sua saúde? É em tempo de crise que se fazem grandes fortunas. A sua saúde é a maior fortuna.

Desejo um 2012 cheio de saúde!

Eu sei, há muito tempo que não escrevo aqui. Valores mais altos se têm levantado e a escrita e a informação sobre temas de saúde têm sido deixados de lado. Quero iniciar o ano partilhando esta imagem de um barco das terras da Ericeira, que por sinal é um excelente conselho em prol da saúde!